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Criar conteúdo parece simples quando você olha apenas para a etapa de produção.


Você abre o editor, pensa em um assunto, escreve um título e começa.


O problema é que muitas pessoas começam exatamente aí.


Sem saber para quem estão criando.

Sem saber qual problema querem ajudar a resolver.

Sem saber qual é o objetivo do projeto.

Sem saber onde aquele conteúdo se encaixa.


E, depois de algum tempo, surge a sensação de que produzir conteúdo está ficando cada vez mais difícil.

Não necessariamente porque faltam ideias.


Mas porque faltam decisões anteriores à produção.


Quando essas decisões não existem, cada novo conteúdo parece exigir uma nova escolha.


Sobre o que falar?

Onde publicar?

Qual formato usar?

Qual público atingir?

O que fazer depois?


E é assim que um projeto pode entrar em um ciclo cansativo de improvisação.


Você produz.

Depois muda a direção.

Produz novamente.

Encontra uma nova estratégia.

Muda de canal.

Recomeça.


Só que criar conteúdo de forma consistente não significa publicar sem parar.


Significa construir uma estrutura que torne as próximas decisões mais fáceis.


Antes de pensar no próximo artigo, vídeo ou postagem, existem algumas coisas que vale a pena definir.


E você não precisa criar um planejamento complexo para isso.


Planejamento de conteúdo com público, objetivo, canal e tema definidos


Por que pensar antes de criar pode economizar muito trabalho


Existe uma contradição interessante na produção de conteúdo.


À primeira vista, parece que parar para planejar atrasa.


Na prática, algumas decisões tomadas antes podem economizar dezenas de decisões depois.


Imagine duas pessoas começando um blog.


A primeira pensa:


"Vou começar a publicar e depois vejo o que acontece."


A segunda pensa:


"Quero ajudar determinado público a resolver determinado problema. Vou usar o blog como principal canal e produzir conteúdos dentro de alguns temas relacionados."


A segunda pessoa não necessariamente sabe mais.


Mas possui uma vantagem:


ela tem um critério para decidir.


Quando surge uma nova ideia, consegue perguntar:


"Isso ajuda o público que escolhi?"


Se sim, pode desenvolver.


Se não, talvez deixe para depois.


Essa simples pergunta já reduz bastante a dispersão.


1. Defina para quem você está criando


Antes de pensar no conteúdo, pense na pessoa.


Parece básico.


Mas é uma das decisões mais importantes de todo o processo.


Você não precisa saber idade exata, profissão, renda, cidade ou dezenas de características demográficas.


Comece pelo problema.


Quem você quer ajudar?

O que essa pessoa está tentando fazer?

Onde ela costuma travar?

O que ela já tentou?

O que ela ainda não entende?


Por exemplo, dizer:


"Meu conteúdo é para quem quer trabalhar pela internet."


É amplo demais.


Agora imagine:


"Meu conteúdo é para pessoas que já consumiram muito conteúdo sobre Marketing Digital, mas continuam sem saber como organizar um projeto próprio."


Já existe uma situação concreta.


Isso muda a forma de produzir.


Você começa a perceber quais dúvidas merecem atenção.


Quais exemplos fazem sentido.


Quais palavras esse público provavelmente utiliza.


E até quais assuntos não precisam ser abordados.


Não tente falar com todo mundo


Um erro comum é acreditar que quanto maior o público potencial, melhor.


Nem sempre.


Quando você tenta falar com todo mundo, frequentemente acaba produzindo algo genérico.


E conteúdo genérico pode até alcançar pessoas.


Mas tem mais dificuldade para fazer alguém pensar:


"Isso foi feito para mim."


Um conteúdo específico não precisa excluir todo mundo.


Ele precisa ter uma pessoa claramente em mente.


Isso melhora a comunicação.


E uma comunicação mais clara tende a tornar o conteúdo mais útil.


2. Defina qual problema você quer ajudar a resolver


Depois de saber para quem está criando, vem uma pergunta ainda mais importante:


"Qual problema eu quero ajudar essa pessoa a resolver?"


Essa pergunta evita que você transforme o conteúdo em uma coleção de informações interessantes, mas desconectadas.


Imagine alguém que quer criar um canal no YouTube.


Ela pode ter várias dúvidas:



Cada uma dessas dúvidas pode gerar conteúdos diferentes.


Mas existe algo em comum:


há uma pessoa tentando avançar em determinada direção.


Quando você entende o problema por trás da busca, fica mais fácil criar algo realmente útil.


O conteúdo não precisa resolver a vida inteira do leitor


Existe também um exagero comum.


A pessoa acredita que cada conteúdo precisa ser completo a ponto de resolver todos os problemas possíveis.


Não precisa.


Um bom artigo pode responder uma pergunta específica.


Um vídeo pode esclarecer uma decisão.


Uma postagem pode fazer alguém perceber um erro.


Outro conteúdo pode ensinar o próximo passo.


É assim que um ecossistema começa a se formar.


Cada conteúdo resolve uma parte da jornada.


E os conteúdos podem trabalhar juntos.


3. Defina o objetivo do projeto


Essa decisão é diferente do objetivo de cada conteúdo.


O projeto precisa ter uma direção maior.


Por exemplo:


Você quer construir autoridade em determinado assunto?

Quer formar uma audiência?

Quer criar um blog que gere tráfego orgânico?

Quer desenvolver um canal no YouTube?

Quer construir uma lista de e-mails?

Quer, no futuro, monetizar com publicidade, afiliados ou produtos próprios?


Pode existir mais de um objetivo.


Mas precisa existir uma prioridade.


Porque, se tudo for prioridade ao mesmo tempo, nada realmente será.


Um projeto digital fica mais fácil de organizar quando você consegue completar uma frase simples:

"Estou construindo este projeto para..."


Se a resposta for muito vaga, talvez ainda exista uma decisão importante faltando.


4. Escolha onde seu conteúdo vai viver


Hoje é possível publicar praticamente em qualquer lugar.


YouTube.

Blog.

Instagram.

Pinterest.

TikTok.

Newsletter.

Podcast.

Comunidades.


E isso cria uma armadilha.


A pessoa começa acreditando que precisa estar presente em todos os lugares.


Não precisa.


Principalmente no começo.


Escolher um canal principal permite concentrar energia.


Você pode utilizar outros canais posteriormente para distribuição, relacionamento ou apoio.


Mas precisa existir um centro.


Por exemplo:


YouTube como canal principal.


O blog pode aprofundar os temas.


O e-mail pode manter relacionamento.


As redes sociais podem distribuir trechos e ideias.


Agora existe uma lógica.


Você não está tentando administrar vários projetos independentes.


Está construindo um projeto com diferentes pontos de contato.


Ecossistema de conteúdo organizado com um canal principal conectado a blog, e-mail e redes sociais, linhas formando uma estrutura única, visual minimalista, conceito de foco e integração


5. Defina quais assuntos pertencem ao seu projeto


Depois de escolher o público, o problema e o canal, surge outra decisão:


"Sobre o que vou falar?"


Aqui entra a linha editorial.


Ela funciona como uma espécie de território.


Imagine que seu projeto seja voltado para ajudar iniciantes a construir ativos digitais.


Você pode definir alguns grandes assuntos:



Isso não significa que você precisa falar sobre tudo.


Significa que existe uma direção.


Quando surgir uma ideia nova, você pode verificar se ela pertence a esse território.


Isso é muito mais eficiente do que decidir o assunto do conteúdo do zero toda vez que for publicar.


Uma boa linha editorial reduz a sensação de estar começando novamente


Esse ponto merece atenção.


Quem não possui uma direção editorial frequentemente passa por uma situação assim:


Segunda-feira:


"Vou falar sobre YouTube."


Quarta-feira:


"Talvez eu devesse falar sobre afiliados."


Sexta-feira:


"Vi uma tendência sobre inteligência artificial."


Na semana seguinte:


"Talvez meu nicho precise mudar."


O problema não é experimentar.


O problema é experimentar sem critério.


Uma linha editorial cria limites úteis.


Ela permite explorar assuntos diferentes sem abandonar a identidade do projeto.


6. Defina qual transformação você quer proporcionar


Essa é uma pergunta poderosa:


"Depois de consumir meu conteúdo, o que eu quero que a pessoa consiga fazer ou compreender melhor?"


Não precisa ser uma transformação gigantesca.


Pode ser algo simples.


Antes:


"Não sei por onde começar."


Depois:


"Agora sei qual é meu primeiro passo."


Antes:


"Tenho dezenas de ideias."


Depois:


"Consigo escolher uma para desenvolver."


Antes:


"Não sei se devo continuar."


Depois:


"Sei quais sinais devo analisar antes de mudar."


Esse tipo de transformação ajuda a manter o conteúdo focado.


Porque você deixa de perguntar apenas:


"O que posso falar?"


E começa a perguntar:


"O que essa pessoa precisa compreender?"


7. Defina o próximo passo do leitor


Nem todo conteúdo precisa terminar com uma venda.


Na verdade, a maioria não deveria.


Mas é interessante pensar:


"Depois deste conteúdo, qual seria o próximo passo natural?"


Pode ser:


ler outro artigo;

assistir a um vídeo;

aplicar uma pequena ação;

analisar o próprio projeto;

cadastrar-se para receber conteúdos;


aprofundar determinado assunto.


Isso cria continuidade.


E continuidade é especialmente importante para quem está construindo um blog.


Você não quer que cada visitante chegue, leia uma página e desapareça.


Quer que ele encontre valor suficiente para pensar:


"Isso resolveu uma dúvida. O que mais esse projeto pode me ensinar?"


Não transforme tudo isso em burocracia


Existe um risco do outro lado.


Depois de entender a importância dessas decisões, você pode cair na armadilha de criar um planejamento enorme.


Dezenas de páginas.

Personas complexas.

Planilhas intermináveis.

Calendários para seis meses.

Mapas gigantes.

Ferramentas de organização.


E, no final, nenhum conteúdo publicado.


Não é essa a ideia.


Você precisa apenas de clareza suficiente para começar.


Um projeto pode começar com uma página contendo:


Público: quem quero ajudar?

Problema: qual problema quero ajudar a resolver?

Objetivo: o que estou tentando construir?

Canal: onde meu conteúdo terá como base?

Temas: sobre quais assuntos vou falar?

Transformação: o que quero que o leitor consiga fazer melhor?

Próximo passo: o que ele pode fazer depois?


Isso já é muito mais útil do que dezenas de páginas de planejamento sem execução.


O que fazer quando você ainda não sabe todas as respostas?


Essa é uma situação normal.


Talvez você ainda não conheça perfeitamente seu público.

Talvez não saiba qual formato funciona melhor.

Talvez esteja em dúvida entre blog e YouTube.

Talvez ainda esteja descobrindo quais assuntos despertam mais interesse.


Tudo bem.


Você não precisa transformar incerteza em paralisia.


Defina uma hipótese.

Execute.

Observe.

Aprenda.

Ajuste.


Um projeto digital não precisa nascer com todas as respostas.


Ele precisa nascer com boas perguntas e disposição para aprender com a realidade.


Planejamento não substitui validação


Você pode fazer toda essa estrutura e ainda assim descobrir que algumas decisões precisam mudar.

Isso faz parte.


O planejamento serve para reduzir decisões aleatórias.


Não para prever o futuro.


Você pode acreditar que determinado tema será excelente e descobrir que outro assunto gera muito mais interesse.


Pode imaginar que determinado formato funcionará e perceber que seu público prefere outro.


Pode escolher uma frequência e perceber que ela não é sustentável.


Nesse momento, você não precisa jogar tudo fora.


Pode ajustar.


Essa diferença é fundamental.


Ajustar uma parte do projeto não significa recomeçar o projeto inteiro.


Um exercício simples antes de produzir seu próximo conteúdo


Antes de criar seu próximo artigo, vídeo ou postagem, escreva apenas estas sete respostas:


1. Para quem estou criando?

2. Qual problema essa pessoa está tentando resolver?

3. Qual é o objetivo do meu projeto?

4. Onde este conteúdo será publicado?

5. Qual assunto ele aborda dentro da minha linha editorial?

6. O que quero que o leitor compreenda ou consiga fazer depois?

7. Qual é o próximo passo natural?


Se você conseguir responder essas perguntas em poucos minutos, provavelmente terá muito mais clareza para começar.


E existe algo ainda melhor:


essas respostas podem ser reutilizadas.


Você não precisa reconstruir a estratégia antes de cada publicação.


Elas formam uma espécie de base para as próximas decisões.


Mesa organizada com uma folha contendo sete perguntas estratégicas ao lado de notebook e calendário editorial, criador preparando o próximo conteúdo com foco e clareza, estética minimalista


Quando a clareza começa a aparecer, produzir fica mais fácil


Existe uma diferença enorme entre produzir conteúdo tentando descobrir o projeto e produzir conteúdo dentro de um projeto que já possui direção.


No primeiro caso, cada publicação parece uma nova aventura.


No segundo, cada publicação é mais uma peça.


Você sabe para quem está falando.


Sabe qual problema quer ajudar a resolver.

Sabe onde aquele conteúdo se encaixa.

Sabe quais assuntos pertencem ao projeto.


E consegue pensar no que pode acontecer depois.


Isso não elimina todas as dúvidas.


Mas diminui muito a confusão.


E talvez seja justamente esse o objetivo de uma boa estratégia:


não eliminar a incerteza, mas reduzir a quantidade de decisões desnecessárias.


Conclusão: antes de criar mais conteúdo, defina melhor o que está construindo


Produzir conteúdo pode parecer uma atividade isolada.


Mas, quando você olha para o projeto como um todo, percebe que cada publicação deveria ter algum contexto.


Antes de criar, defina para quem você quer falar.


Entenda qual problema deseja ajudar a resolver.

Estabeleça o objetivo do projeto.

Escolha um canal principal.

Determine os assuntos que fazem parte da sua linha editorial.

Pense na transformação que deseja proporcionar.

E considere qual pode ser o próximo passo do leitor.


Não precisa fazer tudo perfeitamente.


Não precisa ter certeza absoluta.


E não precisa montar um planejamento gigantesco.


Você só precisa de clareza suficiente para começar a construir.


Porque existe uma diferença importante entre produzir conteúdo e construir algo por meio do conteúdo.


No primeiro caso, você está sempre pensando no próximo post.


No segundo, começa a pensar no que cada publicação acrescenta ao projeto.


E essa mudança de perspectiva pode fazer uma diferença enorme ao longo do tempo.


Seu objetivo não deveria ser simplesmente ter mais conteúdo publicado.


Deveria ser olhar para trás depois de meses e perceber que aquilo que você publicou começou a formar alguma coisa.


Uma biblioteca.

Uma audiência.

Uma reputação.

Uma estrutura.


Um ativo.


E tudo isso começa muito antes de apertar o botão "publicar".


Começa pelas decisões que você toma antes de criar.


Continue construindo seu projeto com mais clareza


Se você está nessa fase de organizar seu projeto digital, provavelmente vai perceber que o próximo desafio não é descobrir mais ideias.


É decidir o que fazer primeiro quando existem muitas possibilidades.


Esse processo faz parte da construção.


Você não precisa executar tudo ao mesmo tempo.


Precisa aprender a escolher o próximo passo com consciência e continuar acumulando trabalho sobre uma estrutura que faça sentido.


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Assim, você pode acompanhar os próximos artigos e continuar construindo seu projeto com mais direção, sem precisar voltar ao ponto de partida a cada nova dúvida.


Porque, no fim, uma estratégia não serve para dizer tudo o que você deverá fazer.


Ela serve para deixar mais claro o que você não precisa fazer agora.


E essa clareza pode ser uma das coisas mais valiosas que você constrói antes mesmo de publicar o próximo conteúdo.


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